Banquete Divino

Banquete Divino
 

Introdução

Algumas coisas incomuns neste verso me chamam a atenção. O Senhor nos está pedindo que O convidemos, quando normalmente é Ele quem convida ou pelo menos é isso que esperamos que aconteça. Mas o mais importante é a condição ai existente: “se alguém ouvir”. A passagem da qual este verso é tirado lembra esta condição:  “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”. A oferta é para “todos” , ou seja, para você e para mim. O Senhor está esperando que O convidemos a entrar, e a única condição é de que ouçamos quando Ele estiver batendo…e deixemos que Ele entre.  

Neste caso em particular, o Senhor está se dirigindo aos crentes da igreja de Laodicéia (a Turquia dos dias de hoje), e não para os de fora. Ao que tudo indica existem dois tipos de Cristãos: aqueles que se abrem para Jesus e os que não se abrem. Não gostamos de pensar em dois tipos de Cristianismo, mas tem uma real diferenca entre os que O desprezam e aqueles que O recebem. Os que não abrem a porta quando Ele bate são o tipo de Cristãos que Cristo chama de “mornos”. Ele adverte que Ele vai vomitá-los da Sua boca (Apocalipse 3:16).  

Eu comecei a pensar porque o Senhor disse: “Cearei com ele e ele comigo”. Será que comer com o Senhor era o mesmo que o Senhor comendo conosco? Se fosse, porque colocar desta forma? Me parece que há uma troca de papéis. Em primeiro lugar, somos os anfitriões e Ele é o convidado e em segundo Ele é o anfitrião e nós somos os convidados; dois assentos diferentes em duas mesas diferentes.

O Senhor é o Nosso Convidado

Vamos dar uma olhada no primeiro cenário: Nós O servimos como anfitriões e Ele é nosso convidado. Um exemplo muito literal disto pode ser encontrado em Gênesis 18 onde Abraão convida ao Senhor para uma refeição. O relato começa assim: “Depois apareceu o Senhor a Abraão… Levantando Abraão os olhos, olhou e eis três homens de pé em frente dele. Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se em terra, e disse: Meu Senhor,…não passes de teu servo”. (vrs. 1-3).

Se talvez eu devagar por um momento, essa aparência de Deus seria muito estranha: Abraão se dirigiu aos três homens como se eles fossem uma única pessoa. Então, pediu a eles que esperassem enquanto preparava a refeição. Demoraria horas no verdadeiro estilo ocidental, mas aquilo não os preocupava. Abraão matou e cozinhou o bezerro mais gordo e Sara assou alguns pães enquanto seu marido foi trazer leite e coalhada. Levou algum tempo, mas o Senhor é um Deus paciente!

A refeição foi servida, mas Abraão não comeu com eles. Os três homens eram seus convidados e ele lhes prestou o maior respeito, chamando-os de Senhor. Eles mostraram sua grandeza recompensando-o com a promessa de um filho.

Preparar Refeição para Estranhos?

Outro homem a preparar comida para um estranho que estava passando foi Manoá, o pai de Sansão (Juizes 13). Um dia, um “impressionante” ser apareceu na sua casa com informação sobre o filho que Manoá e sua esposa teriam. Em um gesto de verdadeira hospitalidade, Manoá matou um cabrito novo para preparar uma refeição adequada e isto se tornou oferta a Deus. Como Abraão e Sara, que desistiram do sonho de ter um filho, o “anjo” prometeu a Manoá e sua esposa um filho, Sansão.

Os sacrifícios feitos nos altares de Israel eram descritos como “alimento de Deus”: “Sacerdotes serão santos para seu Deus, …porque oferecem as ofertas queimadas do senhor, que são o pão do seu Deus;…” (Levíticos 21:6). Verdade, Deus não comeu a oferta deles, mas aceitou-as quando eram dignas Dele, como vemos na estória de Manoá e sua esposa. Quando estas ofertas se tornaram mero rito religioso oferecido por homens que quase não tinham decência moral, Deus sentiu náuseas. Ele disse: “Se eu tivesse fome, não to diria pois meu é o mundo e a sua plenitude. Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes? (Salmos 50: 12-13).
Pensemos Juntos

O Senhor transforma o que é oferecido a Ele em algo para nós. Nos tempos do Velho Testamento as pessoas traziam seus dízimos e ofertas de grãos e rebanho ao templo e então comiam seus dízimos diante do Senhor. Isto tem repercussão em Isaías 1:11-19: “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios?” diz o Senhor. “Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor:” diz o Senhor. “…ainda que os vossos pecados são como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã. Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o bem desta terra;”

Jeremias também adverte a Israel e a nós. Em 14:12 ele diz: “Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor, e quando oferecerem holocaustos e oblações, não me agradarei deles; antes eu os consumirei pela espada, e pela fome e pela peste”. A menos que Lhe ofereçamos algo que O satisfaça, vamos continuar vazios e famintos espiritualmente.

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