o messias residirá em jerusalém (nova)

Zacarias 2: O Messias Residirá em Jerusalém
A visão seguinte trata das futuras bênçãos de Deus sôbre o Israel restaurado.

O capataz com a linha de medir (2:1-13)
O julgamento divino das nações gentias, conforme revelado na visão anterior, será seguido da expansão e protecção de Israel. A restauração e a expansão da cidade no tempo de Zacarias foi prometida e, mais especìficamente, o seu crescimento no fim dos tempos, depois do estabelecimento do reino do Messias, foi revelado. Alguns aspectos que são especìficamente realçados são a expansão futura da cidade em tamanho, o número da sua população, a sua grande riqueza, o seu reavivamento espiritual e a sua segurança.

Para nós Cristãos, profecias dêste género são também muito significativas, pois glorificam Deus e descrevem a vitória final e estabelecimento do Seu reino. Quando lemos estas mensagens, nós não invejamos Israel ou Jerusalém, visto que o foco da nossa atenção não está em Israel mas em Deus e na Sua glória. Jerusalém é a cidade escolhida por Deus para ali colocar o Seu nome para sempre (1 Reis 9:3; 11:36). Êle escolheu o povo israelita para revelar a todo o mundo a Sua salvação através dele e do seu prometido Messias (Isaías 9:6-7; 49:5-6; João 4:22; Rom. 9:4-5) e para lhe confiar a Sua palavra (Rom. 3:1-2). Notando o profundo significado destes factos para toda a humanidade, Zacarias disse: “Calai-vos em silêncio perante o SENHOR toda a carne, pois Êle Se há levantado da Sua santa habitação” (2:13).

O homem com a linha de medir é sem dúvida alguma o mesmo do cavaleiro do cavalo vermelho da primeira visão, ou seja, o pre-incarnado Messias, que aparece como Anjo do Senhor em algumas destas visões. Êle veio para reconhecer Jerusalém, determinar o seu tamanho, riqueza e espiritualidade, pois tem grandes planos para a cidade (2:11). A Sua mensagem foi primeiro dirigida ao jóvem Zacarias (2:4), depois a Israel (2:6-12) e finalmente a toda a humanidade (2:13).

Jerusalém será uma cidade sem muralhas, por causa da grande multidão a viver nela (2:4). Esta profecia não se cumpriu no tempo de Zacarias nem nos anos que se seguiram imediatamente ao seu ministério; portanto, aplica-se à era messiânica, durante a qual grandes e maravilhosas coisas vão acontecer em Jerusalém.

A cidade vai extender-se além dos seus limites devido às bênçãos do Senhor, tornando-se cidade aberta sem muralhas. Devido à presença do Senhor, não necessitará de fortificações ou protecção. Êle será muralha de fôgo à volta da cidade e a Sua glória no meio dela (2:5). Esta promessa refere-se à futura presença pessoal do Senhor através do Messias, durante o Seu reino milenário na Terra. Ezequiel previu o regresso futuro da glória divina ao templo (Ezequiel 43:2-5), mas a Zacarias foi concedida a visão da glória extendendo-se sôbre toda a cidade (2:5) e sôbre todo o país (2:12; Veja-se também 14:20-21).

A descrição de Ezequiel, da glória do Senhor no templo em Jerusalém, é deveras notável e acrescenta aínda mais à visão de Zacarias: “Depois Êle levou-me ao portão, o portão que fica virado a Oriente. E, vêde, a glória do Deus de Israel veio do lado do Oriente. A Sua voz era como o som de muitas águas; e a terra brilhou com a Sua glória… O Espírito levantou-me e transportou-me ao pátio interior: e olhai, a glória do SENHOR enchia o templo. E então ouvi-O falar-me, do templo… e Êle disse-me ‘Filho do homem, êste é o lugar do Meu trono, o lugar das solas dos Meus pés, onde residirei no meio dos filhos de Israel para sempre. Nunca mais a casa de Israel ou os seus reis mancharão o Meu santo nome’ (Ezequiel 43:1-7).

À luz da prosperidade e bênçãos prometidas a Jerusalém, e também à luz dos julgamentos proclamados sôbre a queda da Babilónia, os judeus que aínda se encontravam exílados foram encorajados a regressar a Jerusalém, onde viveriam em paz: “Acima, acima! Fugi da terra do Norte!… Acima, Sião! Escapai, vós que viveis com a filha da Babilónia” (2:6-7). A Babilónia caíu de facto dois anos mais tarde, mas a Babilónia restaurada cairá finalmente quando o Messias regressar (Apocalipse 18). Os israelitas que vivem na Babilónia serão mais uma vez removidos pouco antes da queda da cidade: “Sai dela, povo Meu, para que não partilhes dos seus pecados e dela recebas das suas pragas… A grande cidade Babilónia será derrubada com violência e não se encontrará jamais” (Apocalipse 18:4,21). O regresso dos judeus à sua terra no tempo de Zacarias, constituiu apenas prelúdio da grande restauração de Israel à sua terra no tempo do fim, que vai ser acompanhada de forte hostilidade por parte dos países visinhos.

Isaías escreveu como segue, relativamente à reunião final de Israel: “E acontecerá nêsse dia, que o SENHOR estenderá de novo a segunda vez a Sua mão para recuperar o resto do Seu povo da Assíria e do Egipto, de Patros e de Cush, de Elam e de Shinar, de Hamath e das ilhas do mar. Êle içará uma bandeira para as nações e ajuntará os expulsos de Israel e os dispersos de Judá dos quatro cantos da Terra” (Isaías 11:11-12; Veja-se também  Jerem. 23:3-8). 

Em Zacarias 2:8-9, o mensageiro enviado pelo Senhor refere-se ao Messias, aquele que é também descrito como o Anjo do Senhor: “Pois assim falou o SENHOR dos exércitos: Depois da glória, Êle enviou-Me às nações que vos despojaram; porque todo aquele que tocar em vós, toca a menina do Seu ôlho. Pois certamente Eu levantarei a Minha mão contra êles, e êles tornar-se-ão despôjo para os seus servos. E então sabereis que  o SENHOR dos exércitos Me enviou”. Desta parte do Velho Testamento vemos claramente que a primeira Pessoa da Divindade Triune, o SENHOR dos exércitos, Se dirige à segunda Pessoa, o Messias, que é o Seu Mensageiro (Veja-se também João 20:21). Também lemos àcêrca da terceira Pessoa em Isaías: “O Espírito do Senhor Deus está sôbre Mim, porque o Senhor Me ungiu para prègar boas novas” (Isaías 61:1).

Nesta visão de Zacarias, o Anjo do Senhor é enviado para castigar os opressores babilónicos de Israel. Esta profecia terá o seu cumprimento final na Segunda Vinda de Cristo, quando Êle destruir por completo os inimigos de Israel e Jerusalém (14:3, 12:13). O renascido império babilónico do tempo do fim (Apocalipse 18), bem assism como a aliança babilónica de falsas religiões (Apocalipse 17), serão também destruidos em julgamentos divinos durante o próximo  dia do Senhor. Quando êste Rei poderoso, o Messias, vier pela segunda vez, Êle não será o Servo humilde que deu a Sua vida para a salvação dos pecadores. Desta vez Êle virá em poder e glória para destruir os Seus inimigos e glorificar o Seu próprio povo. Zacarias descreve-O na Sua total Divindade ao dizer: “Nesse dia, os Seus pés assentarão no Monte das Oliveiras… Assim virá o SENHOR meu Deus e todos os santos Contigo” (14:4-5).

Será um dia de grande  alegria em Israel: “Canta e alegra-te ó filha de Sião! Porque olha, Eu estou a vir e residirei no meio de ti, diz o SENHOR” (2:10). Todo o resíduo de Israel aceitará o Messias (12:10), será limpo da sua iniquidade (13:1) e regozijar-se-há quando Êle restaurar o trono de David em Jerusalém: “O trono será estabelecido em compaixão; e Êle sentar-se-á nêle em verdade, no tabernáculo de David, julgando e procurando justiça e produzindo rectidão” (Isaías 16:5; Veja-se também Actos 15:16-17).

Na altura da Segunda Vinda de Cristo, o resíduo das nações também será salvo e servirá o Messias, que reinará de Jerusalém (Mateus 24:29-30). Lamentá-Lo-á como o resíduo de Israel se lamentará quando se reconciliar com Êle ( 10:20). Estas nações também pertencerão então ao Messias e O servirão: “Muitas nações se juntarão ao SENHOR nesse dia e se tornarão Meu povo. E Eu residirei no meio de vós. E então sabereis que o SENHOR dos exércitos Me enviou a vós” (2:11; Veja-se também 8:21-22).

Jerusalém será o centro do mundo durante o reino milenário do Messias (2:12). Além de ser a capital de Israel, Jerusalém será a capital de todo o mundo no milénio. Isaías diz: “E acontecerá nos últimos dias, que a montanha da casa do SENHOR será estabelecida no tôpo das montanhas e será exaltada acima dos montes; e todas as nações correrão para lá. Muitas pessoas hão-de vir e dizer: “Vinde, vamos subir à montanha do SENHOR, à casa do Deus de Jacob; Êle nos ensinará e andaremos nos Seus caminhos. Porque a lei se espalhará de Sião e a palavra do SENHOR de Jerusalém. Êle julgará entre as nações e  repreenderá muito povo; êles converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; nação não se levantará contra nação e nunca mais aprenderão a guerrear” (Isaías 2:2-4; Veja-se também 24:23).

Que profunda expectativa futura para Israel e para as nações! “Cale-se toda a carne, em frente ao Senhor, pois Êle despertou da Sua santa morada” (2:13). Êste verso final do capítulo 2 é apresentado como segue pela Bíblia Viva: “Cale-se a humanidade inteira diante do Senhor, pois Êle desceu à terra, do céu, da Sua santa morada”. Nós devemos compreender claramente, que a glória futura prometida ao resíduo salvo de Israel, assim como às pessoas salvas de todas as nações, será apenas para uma minoria da humanidade. A maior parte das pessoas em Israel e entre as nações é pecadora e não arrependida. Mesmo nos “bons” tempos, Deus não estava satisfeito com a maior parte dos israelitas e julgou-os por causa do seu pecado e descrença (1Corintios 10:5). Zacarias confirma o facto que a sua maior parte perecerá durante a próxima tribulação (13:8). O mesmo é de aplicar aos gentios, entre os quais poucos haverá que  encontrarão o caminho através do portão estreito que leva ao céu (Mateus 7:13-14).

O verso-chave em  2 Zacarias é o seguinte: “E o Senhor se apossará de Judá como Sua herança na Terra Santa, e de novo escolherá Jerusalém” (2:12). Não há sequer a menor possibilidade desta promessa poder ser espiritualizada e aplicada à igreja. A restauração espiritual do resíduo de Israel como nação, ocorrerá na Terra Santa, que foi dada aos antepassados fundadores de Israel como possessão eterna (Génesis 13:14-15; 26:3; 28:13). Para que esta promessa maravilhosa se possa cumprir, Israel tem de ser restaurado na sua terra nos últimos dias, antes da Segunda Vinda do Messias. O regresso dos judeus ao seu antigo território já chegou ao ponto em que 5,5 milhões dos 13 milhões de judeus do mundo já estão de volta. Igualam o número de judeus dos Estados Unidos e em breve vão ser a maior concentração de judeus do mundo inteiro. Êsse facto dará legitimidade às decisões que tomarem e aos acôrdos que assinarem a bem da judiaría mundial.

Zacarias descreve gràficamente a lamentação nacional de Israel seguidamente à vinda do Messias (12:10-14), que resulta num povo santo vivendo numa terra santa (13:1-2; 14:20-21). Jerusalém, o centro da vida religiosa e política dos judeus, será santificada como base do seu futuro governo teocrático. O Senhor mais uma vez escolherá Jerusalém, concedendo-lhe aínda muito mais glória do que foi o caso durante o reino de Salomão:

“Acorda, acorda! Veste-te com a tua fôrça ó Sião; veste as tuas belas roupas ó Jerusalém, cidade santa!” ( Isaías 52:1). “Os gentíos virão à tua luz, e reis ao brilho do teu renascer… Os filhos daqueles que te afligiram virão vergar-se a ti, e todos quantos te despresaram se prostarão aos teus pés; e chamar-te-ão a Cidade do Senhor, Sião, A Santa de Israel… não mais se falará de violência no teu território, nem desperdício ou destruição adentro das tuas fronteiras; e chamarás aos teus muros Salvação, e aos teus portões Louvor”. (Isaías 60:3,14,18).

A futura glória de Jerusalém está em claro contraste com a espesinhada situação da cidade nos tempos dos gentíos. O Senhor Jesus disse: “Jerusalém será espesinhada pelos gentíos até se cumprirem os tempos dos gentíos” (Lucas 21-24). Os gentíos salvos não devem tomar parte no espesinhar e despresar desta cidade. Devemos saber que esta cidade está destinada a ser o ponto focal do reino milenário do Messias. Durante êsse tempo, o Israel salvo e os membros salvos das nações vão proclamar: “Grande é o Senhor e mui digno de louvor, na cidade do nosso Deus, no Seu monte santo. Belo na situação, alegria de toda  terra é o Monte Sião nos lados do Norte, a cidade do Grande Rei” (Salmo 48:1-2).

Zacarias diz: “Sim, muitos povos e fortes nações hão-de vir a Jerusalém à procura do SENHOR dos exércitos e para orar à frente do SENHOR (8:22). “Êles susbirão (a Jerusalém) de ano para ano para adorar o Rei, o SENHOR dos exércitos, e para tomar parte na Festa dos Tabernáculos” (14:16).

Está o leitor à espera dêste maravilhoso futuro de Israel, de Jerusalém e de toda a Terra Santa? Se asim é, é seu dever fazer ciumes a Israel pela maneira como está a servir o Deus de Abraão, Isaak e Jacob através do Messias Jesus (Romanos 11:11). Ore também pelo seu regresso à sua terra, e por protecção especial e bênçãos sôbre Jerusalém. O salmista diz: “Orai pela paz de Jerusalém: que prosperem aqueles que te amam” (Salmo 122:6).

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