É preciso conhecer sua vocação

É preciso conhecer sua vocação
Benedito Denis Frota Gomes
Publicado em 22.08.2007

Este artigo é continuação do artigo publicado anteriormente: “A trajetória de ministérios bem-sucedidos”.

Por que é necessário conhecermos nossa vocação? Porque só há crescimento ministerial quando servimos de acordo com o chamado de Deus. Ele aponta para o tipo de missão sobre a qual temos autoridade de conquistar. Quando conhecemos nossa vocação e atendemos a esse chamado, ficamos no centro da vontade de Deus, somos acobertados pelo seu poder e direção, prosperamos no ministério e o nosso interior é repleto de paz e satisfação.
 
Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis

Conhecer e corresponder à vocação ministerial é o primeiro grande passo na trajetória do triunfo, mas aquele que segue seu chamado sabe que entre caminho e destino há um espaço onde a história e os fatos acontecem. É neste intervalo que precisa haver crescimento e avanço.

Muitos servos de Deus, fiéis e potencialmente capazes, não desfrutam de um crescimento pleno e de um ministério bem-sucedido por que:

1) Não conhecem suas vocações;
2) Não edificam seus ministérios sobre suas vocações;
3) Não sabem para onde ir – não têm o alvo específico de suas vocações;
4) Não sabem como alcançar o alvo – não têm um plano de ação eficiente ou trabalham com metas inadequadas.

O ministério eficiente e próspero precisa ter:

1- Visão certa do destino, do propósito vocacional – O que pretendo alcançar?  Qual é o alvo de Deus para a minha vida? Definida esta parte, o servo necessita de um plano de ação para executar todas as etapas ministeriais até alcançar o propósito de seu chamado. O primeiro passo é saber o propósito da vocação, o destino aonde se quer chegar.

2- Plano de ação –  Como alcançar o propósito de Deus para a minha vida? Um plano de ação é um mapa de serviço. O segundo passo é definido como o Planejamento do Percurso (Mapeamento do caminho), a trajetória da saída à chegada, do começo ao fim do ministério.  Saber por onde começar, dar continuidade e desenvolvimento até frutificar abundantemente no propósito do chamado de Deus. Cada passo em direção ao alvo é denominado meta. As metas são estações obrigatórias até se chegar ao destino. Sem as metas certas, giramos e não avançamos, gastamos todos os recursos, ficamos exaustos e não chegamos ao destino.

O ministério bem-sucedido implica numa percepção correta da vocação e num atendimento eficaz a esse chamado, desenvolvendo um projeto de ação capaz de disponibilizar esforços e recursos adequados para suprir todos os passos no cumprimento da missão.

Dois tipos de conhecimentos são necessários para a criação de um mapa ministerial, que possibilite o servo de Deus avançar e conquistar o propósito de sua vocação:
1) Conhecer os desafios do campo;
2) Conhecer seus recursos ministeriais.

Não invente cenários baseados apenas em desejos, encare a realidade. Identifique os recursos e os desafios do ministério (Lc 14:28 – Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar?).

Chamamos de dinâmica de campo a correta identificação dos desafios e das possibilidades ministeriais. Conhecer a dinâmica do campo possibilita um maior desempenho de avança e frutificação. A conquista deste conhecimento é mais um dom do que uma arte; é mais uma arte do que uma técnica. Como dom do Espírito, deve ser rogado incessantemente ao Pai Celeste; como arte é preciso que a maturação do discernimento e da sabedoria venha pela experiência de vida; como técnica pode e deve ser aprendida à luz das Escrituras e sob os conselhos dos mais sábios.

Somos sabedores de que nosso mundo, nas últimas décadas, sofre de grandes e constantes modificações nos mais diversos segmentos da vida. Um ministério bem-sucedido necessita estar preparado para perceber quantas e quais dessas mudanças têm implicações diretas sobre desafios e oportunidades ministeriais. Com discernimento deve compreendê-las e promover as respostas certas para alcançar bom êxito no cumprimento do chamado vocacional.

Temos novos desafios que exigem novas respostas e novas respostas exigem novos preparos. Para haver um ministério vitorioso, urge que o servo de Deus consiga romper suas antigas marcas. Uma nova realidade exige uma nova estratégia; para um novo desafio, uma nova marca. É nosso dever, aprender com o passado, viver o presente com discernimento e planejar o futuro com fé e sabedoria.

Nem se deita vinho novo em odres velhos; do contrário se rebentam, derrama-se o vinho, e os odres se perdem; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam. Mateus 9.17

Cooperação Mútua

O ministério vitorioso tem que atender os desafios e às necessidades de cada etapa da trajetória ministerial, até alcançar o triunfo pleno.

É evidente que nenhum servo de Deus, sozinho, seja capaz de discernir todos os desafios de seu ministério e consiga apresentar todas as respostas certas para as diferentes situações. Por maior que seja o seu preparo, as dificuldades estarão muito acima de seu nível de competência. Mas, Deus, na sua infinita sabedoria e graça, providenciou a mútua cooperação ministerial para que todos sejam edificados e os resultados frutifiquem abundantemente.

“E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do  Corpo de Cristo.” Ef 4:11.
 
Como recurso de mútua cooperação, o SENHOR entregou à igreja homens com dons especiais, capazes de realizar o aperfeiçoamento de todos os santos, a fim de que sejam dinâmicos e produtivos em seus respectivos ministérios.

Ninguém é vocacionado para ficar isolado na Igreja. Somos todos chamados para trabalhar num corpo. Quando estamos unidos num só coração e propósito, o Espírito Santo se move com grande poder em nosso benefício. Somos supridos, fortalecidos e passamos a prosperar naquilo que fomos chamados.
 
O segundo requisito valioso para a criação de um projeto de ação ministerial é ter o conhecimento  do potencial e da experiência disponíveis, face aos  desafios propostos.

  • O servo iniciante traz dentro de si uma energia em potencial latente, impregnada de sonhos, idéias, motivações, propostas, forças intelectuais e interpessoais que podem agregar ao ministério um grande impulso em direção ao alvo.
  • O servo mais experiente  tem dentro de si um potencial em movimento,  utilizado em suas realizações e conquistas. É aquele que conhece o caminho das pedras, discerne com sabedoria e maturidade, aponta a direção certa, etc.

Precisamos de potencial e de experiência para desenvolver um ministério bem-sucedido, numa harmoniosa integração  dessas forças, de modo que o iniciante não somente contribua com seu potencial, mas, adquira mais experiência à medida que avança na trajetória ministerial e o servo mais experiente, não apenas sinalize os comandos, mas que seja renovado, agregando novos recursos e valores ao seu potencial  desgastado pelo tempo.

Que tipo de força ministerial existe em você? O que pesa mais neste exato momento: seu potencial ou sua experiência?

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